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Segunda-feira, 08 de Junho 2026
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Você poderá fazer teste gratuito de Hepatite C e Sífilis em Paranavaí

O vírus C é transmitido principalmente por sangue contaminado. Também pode ser transmitida pelo contato sexual e por via perinatal

PvaiNews
Por PvaiNews
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Você poderá fazer teste gratuito de Hepatite C e Sífilis em Paranavaí
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A hepatite C é causada pelo vírus C (VHC) resultando na inflamação das células do fígado (hepatite) e se não diagnosticada e tratada pode evoluir para formas crônicas (cirrose) e câncer de fígado. É atualmente uma das principais indicações para transplante hepático em países desenvolvidos e responsável por 60% das hepatopatias crônicas e pela metade dos casos de câncer de fígado em países ocidentais.
E em Paranavaí, teste gratuito para diagnosticar a Hepatite C e Sífilis será realizado neste dia 11 (sábado), das 9h às 12h30, no pátio da Farmácia São João, na Rua Manoel Ribas, esquina rua Souza Naves, em frente da Loja G e ao lado da Loteria Cultura. Também será feito teste de sífilis e HIV.
A iniciativa é do Rotary Arenito, Interact Club, Farmácia São João, e Prefeitura de Paranavaí.
TIPOS DE VÍRUS - A hepatite C é causada por um vírus tipo RNA (material genético) e existem vários genótipos (variações) deste vírus - sendo 6 as mais importantes (1 a 6). Por sua vez, estes genótipos estão subdivididos em mais de 50 subtipos (1a, 1b, 2a, etc). 
Os genótipos chegam a apresentar 30 a 50% de diferença no seu RNA. Essa divisão é importante porque cada subtipo tem características próprias de agressividade e resposta ao tratamento.
TRANSMISSÃO - O vírus C é transmitido principalmente por sangue contaminado. No Brasil, em doadores de sangue, a incidência da hepatite C é de cerca de 1,2%, com algumas diferenças regionais. 
A infecção pode também ser transmitida pelo contato sexual e por via perinatal (da mãe para filho sobretudo durante o parto), por contaminação de instrumentos como alicates, tatuagem e colocação de piercing (o vírus da hepatite C chega a sobreviver de 16 horas a 4 dias em ambientes externos).
Apesar de relatos recentes mostrando a presença do vírus em outras secreções (leite, saliva, urina e esperma), a quantidade do vírus parece ser pequena demais para causar infecção e não há dados que sugiram transmissão por essas vias.
Atualmente não há dados que indiquem a necessidade de uso de preservativo em parceiros estáveis com hepatite C. Além disso, alguns fatores de risco são considerados mais importantes, como: usuários de drogas injetáveis, receptores de sangue, derivados ou transplantados de órgãos antes de 1992, pacientes em hemodiálise, filhos de mães com hepatite C, profissionais da área da saúde vítimas de acidente com sangue contaminado.
DIAGNÓSTICO - O diagnóstico, muitas vezes, só é realizado através de exames para doação de sangue, exames de rotina (check-up) ou quando sintomas de doença hepática surgem, já na fase avançada de cirrose. 
O principal método diagnóstico para a hepatite C continua sendo a sorologia para anti-HCV (exame de sangue), sendo o método de escolha a detecção do RNA do vírus no sangue, que já é encontrado em 7 a 21 dias após a infecção (PCR).
TRATAMENTO - Apenas 15 a 30% das pessoas infectadas pelo vírus da hepatite C curam espontaneamente, enquanto 70 a 85% evoluem para hepatite crônica. Persistindo a viremia pode ocorrer a progressão do dano hepático até a cirrose (20 a 30% dos portadores de hepatite C crônica desenvolvem cirrose após 10 a 20 anos de infecção). A presença de outros fatores, como sexo masculino, hemocromatose (doença que onde há o acúmulo de ferro no fígado), consumo de álcool, portadores de hepatite B ou HIV, uso de imunossupressão (após transplante, tratamento de doenças autoimunes ou alguns tipos de cânceres) e, possivelmente, a esteatose hepática (depósito de gordura no fígado) aceleram a progressão da doença.
Diferentemente das hepatites A e B, a hepatite C geralmente desenvolve-se como uma doença crônica e lenta, sendo que a maioria (90%) é assintomática ou apresenta sintomas muito inespecíficos, como letargia, dores musculares e articulares, cansaço, náuseas ou desconforto no hipocôndrio direito. 
A hepatite C, atualmente, tem possibilidade de cura. Após o diagnóstico da infecção e a determinação do genótipo viral, o primeiro passo é a consulta com um médico especialista (hepatologista), que além de determinar qual o grau de lesão do fígado, indicará o acompanhamento necessário (uma vez que o paciente já pode apresentar cirrose ou câncer) e qual a melhor opção terapêutica.
É importante lembrar que não existe vacina contra a hepatite C. Casos avançados de doença com evolução para cirrose descompensada ou câncer de fígado devem ser avaliados para transplante de fígado.

Sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (DST) 

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (DST) causada pela bactéria Treponema pallidum. Ela pode afetar vários órgãos do corpo, mas é totalmente curável se detectada e tratada ainda no início.
SINTOMAS - A sífilis pode se manifestar de diferentes formas, cada uma com características distintas. É importante lembrar que os sintomas variam entre as pessoas, e algumas podem até mesmo não apresentar sinais:
estágio primário: algumas feridas podem aparecer no local em que a bactéria está. Isso pode ocorrer nos órgãos genitais, ânus, boca ou outras áreas. Essas feridas, chamadas de "cancros", podem sumir sozinhas, mas a infecção ainda está lá e continua se espalhando.
estágio secundário: cerca de duas a 12 semanas após o aparecimento do “cancro”, podem surgir sintomas secundários. Isso inclui uma erupção cutânea não pruriginosa (alteração na cor e textura da pele, sem coceira), lesões mucosas (como na boca e genitais), febre, mal-estar, dor de garganta, perda de cabelo e inflamação dos gânglios linfáticos (parte importante do sistema imunológico, que ajuda a combater infecções)
estágio latente: após o estágio secundário, a sífilis pode entrar em um estágio latente, em que os sintomas desaparecem, mas a bactéria permanece no corpo. Este estágio pode durar anos, mas pessoa continua transmitindo a doença, mesmo sem sintomas
estágio terciário: quando não tratada, a sífilis pode progredir para o estágio terciário, o qual pode causar danos graves aos órgãos internos, incluindo o coração, cérebro, nervos, olhos, ossos e articulações. As complicações nesse estágio podem ser graves, mas geralmente são tratáveis com acompanhamento médico adequado
CAUSAS - A sífilis é causada pela bactéria Treponema pallidum, que é transmitida principalmente por contato direto com as lesões de uma pessoa infectada. As principais formas de transmissão da sífilis incluem:
contato sexual: a sífilis é principalmente uma doença sexualmente transmissível (DST). A transmissão ocorre quando há contato direto com uma ferida ou lesão causada pela bactéria, durante a atividade sexual, que inclui sexo vaginal, anal e/ou oral
transmissão vertical: uma pessoa infectada com sífilis pode transmitir a infecção para o feto durante a gravidez. Isso é conhecido como sífilis congênita e pode resultar em complicações graves para o bebê, inclusive defeitos de nascimento e danos ao sistema nervoso
contato com sangue infectado: embora seja menos comum, a sífilis também pode ser transmitida através do contato direto com o sangue de uma pessoa infectada. Isso pode ocorrer, por exemplo, por meio do compartilhamento de agulhas ou outros instrumentos contaminados
DIAGNÓSTICO - Os testes treponêmicos e não treponêmicos são tipos de testes usados para detectar a sífilis, uma doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum. Ambos os tipos de testes têm diferentes mecanismos de detecção e fornecem informações diferentes sobre a infecção.
PREVENÇÃO - A prevenção da sífilis envolve práticas que reduzem o risco de contrair ou transmitir a infecção. Aqui estão algumas medidas preventivas:
uso de preservativos: durante a atividade sexual, que inclui sexo vaginal, anal e oral, pode ajudar a reduzir significativamente o risco de transmissão da sífilis e de outras doenças sexualmente transmissíveis. É importante lembrar que a doença também pode ser transmitida por sexo oral
testagem regular e exames médicos: especialmente para aqueles que têm múltiplos parceiros sexuais ou se encontram em grupos de maior risco. A detecção precoce permite o tratamento adequado e a prevenção de complicações
tratamento adequado dos parceiros: se uma pessoa for diagnosticada com sífilis, é crucial que todos os parceiros sexuais sejam informados para que possam ser testados e tratados se necessário. Isso ajuda a interromper a cadeia de transmissão. (com inf. Do Hosp. Albert Einsten).

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FONTE/CRÉDITOS: Da Redação PVAÍ NEWS

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