O diretório do PP (Progressistas) decidiu nesta segunda-feira que não irá homologar a candidatura do senador Sérgio Moro (União Brasil) para o governo do Paraná em 2026.
A decisão foi comunicada após reunião da executiva estadual liderada por Ricardo Barros (PP-PR) e provoca alterações na corrida ao Palácio Iguaçu. E também coloca em risco a federação entre as legendas.
O PP paranaense, conduzido por Barros, consolidou a deliberação de que não homologará a candidatura de Moro. O argumento central é político e matemático.
Sem apoio interno, a federação não teria condições de registrar chapa majoritária no Tribunal Superior Eleitoral em 2026.
O presidente do Progressistas, senador Ciro Nogueira (PP-PI), afirmou que a decisão do diretório estadual é soberana. Disse que irá dialogar com a federação nacional, mas reconheceu que, sem consenso, “não tem candidatura”.
Ciro lembrou que a federação precisa funcionar com pactos, não imposições. Líderes do PP relataram que Moro teve acesso às bases progressistas ao longo de sete meses, mas não obteve adesão. O diretório avaliou que faltou capacidade de articulação para construir maioria mínima dentro do bloco.
Ricardo Barros explicou que o PP passou sete meses tentando construir entendimento com o União Brasil e com Moro, sem sucesso.
Segundo ele, sem consenso na federação, não há como encaminhar o registro de uma chapa majoritária, e a prioridade imediata passa a ser proteger a bancada atual de cinco deputados federais e sete estaduais, cuja reeleição depende de chapas proporcionais fortes em 2026.
O Progressistas, que integra a base do governador Ratinho Junior (PSD), não pretende ficar sem protagonismo na disputa ao governo.
A executiva já havia aprovado a pré-candidatura da ex-governadora Cida Borghetti (PP). Outros nomes próximos ao Palácio Iguaçu são indicados, como alternativas, como o prefeito de Curitiba Rafael Greca (PSD), o presidente da Assembleia Legislativa Alexandre Curi (PSD) e o ex-chefe da Casa Civil Guto Silva (PP),
Ciro Nogueira afirmou que a decisão regional será acatada integralmente e reforçou o peso de Barros no processo ao dizer que o deputado “comanda o partido comigo a nível nacional, imagine no Paraná”, sinalizando que não haverá conflito entre Brasília e Curitiba sobre esse ponto.
Para Moro, o veto do PP é um golpe. Ele lidera as pesquisas no estado, mas a falta de legenda sólida e a dificuldade de unir partidos ampliam sua vulnerabilidade política.
(Com informações do Blog do Esmael).
