CURITIBA - A rotina acelerada muitas vezes faz com que o autocuidado fique em segundo plano. No caso do câncer de colo do útero e do câncer colorretal, o diagnóstico precoce é determinante para aumentar as chances de tratamento e reduzir complicações.
Reforçando o cuidado com as mulheres, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça ações integradas de prevenção, vacinação, rastreamento e organização da Rede de Atenção à Saúde em todo o Paraná.
Manter os exames em dia, atualizar a carteira de vacinação e observar sinais do próprio corpo são atitudes que podem fazer a diferença na prevenção da doença.
De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca/MS), o Paraná deve registrar aproximadamente 1.120 novos casos de câncer de colo do útero e 3.620 casos de câncer colorretal em 2026.
O câncer de colo do útero está associado à infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV), enquanto o câncer colorretal, que acomete cólon e reto, está entre os mais incidentes na população geral.
A vacina contra o HPV é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas e meninos de 9 a 14 anos, em esquema de dose única.
Adolescentes com idades entre 15 e 19 anos que não tenham sido imunizados até os 14 anos ainda podem ser vacinados na etapa de resgate que vai até o mês de junho de 2026.
DIAGNÓSTICO PRECOCE
O exame citopatológico do colo do útero (Papanicolau) segue como principal estratégia para identificação de lesões precursoras. A Sesa disponibiliza anualmente kits de coleta para 398 municípios, assegurando a oferta do exame na Atenção Primária à Saúde. Apenas a cidade de Curitiba realiza a aquisição com recursos próprios.
CÂNCER COLORRETAL
No caso do câncer colorretal, a estratégia estadual começa na Atenção Primária, com o objetivo de promover hábitos saudáveis e a identificação precoce de sinais e sintomas, seguindo com a realização de exames diagnósticos, como a colonoscopia, na rede contratualizada. Os casos confirmados são encaminhados aos serviços especializados e hospitais habilitados em oncologia para tratamento cirúrgico, quimioterápico e acompanhamento multiprofissional.
Segundo a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, a estratégia estadual prioriza a ampliação do acesso e a redução de desigualdades.
“A vacinação contra o HPV é uma das principais ferramentas para reduzir o risco do câncer de colo do útero nas próximas décadas. Temos trabalhado com ações em ambiente escolar, busca ativa e monitoramento contínuo da cobertura para garantir que adolescentes estejam protegidos no tempo oportuno, com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal, alcançar públicos ainda não imunizados e reduzir desigualdades de acesso, fortalecendo a proteção contra o câncer de colo do útero.”, afirma.
