CIANORTE - A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu 61 pessoas em uma megaoperação de combate a um grupo, de atuação nacional, voltado à exploração de jogos de azar.
A ofensiva aconteceu entre esta terça (7) e quarta-feira (8) em 27 cidades do Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Pará e Goiás, por meio de um esforço conjunto com o Ministério Público do Paraná (MPPR). Polícia esteve também em cidades da região Noroeste. A operação contou com a participação de mais de 330 policiais civis e três aeronaves. O objetivo foi o cumprimento de 371 ordens judiciais, sendo, 85 mandados de prisão preventiva, 102 mandados de busca e apreensão, 184 ordens judiciais de bloqueio de contas bancárias visando o sequestro de R$ 1,5 bilhão.
Entre os presos estão as principais lideranças do grupo, dois vereadores (da região de Cianorte) e membros dos núcleos financeiro e operacional.
Nos endereços alvos, os policiais apreenderam montantes em reais, dólares e euros, máquinas caça-níquel, armas de fogo, munições, celulares e documentos.
A atuação dos policiais aconteceu em Campo Mourão, Sarandi, Maringá, Cianorte, Londrina, Terra Boa, Curitiba, Goioerê, Cascavel, Cidade Gaúcha, Engenheiro Beltrão, Sabáudia, Marechal Cândido Rondon, Paraíso do Norte, Loanda, Medianeira, Faxinal, Apucarana e Alvorada do Sul (PR); Praia Grande e São Paulo (SP); Anápolis, Valparaíso de Goiás e Goiânia (GO); Caçador (SC); e Castanhal (PA).
A ofensiva é resultado de uma investigação de mais de três anos que teve início na cidade de Grandes Rios, no Norte do Paraná. Na ocasião, foram apreendidos seis aparelhos eletrônicos que passaram por perícia técnica.
As informações obtidas levaram à identificação de uma empresa, sediada em Apucarana, que criou um software para a transmissão dos jogos e o registro de informações relacionadas à atividade ilegal.
Ao longo das apurações, a PCPR e o MPPR analisaram mais de 2,6 terabytes de dados e mais de 520 mil operações financeiras, por meio de 57 afastamentos de sigilo bancário e 62 afastamentos de sigilo fiscal.
As medidas permitiram a identificação de um grupo criminoso responsável pela estruturação de um conglomerado empresarial, resultante da fusão entre dois dos maiores grupos dedicados à exploração de jogos ilegais no país: um paranaense e outro goiano.
Atuando há mais de 10 anos de forma ordenada, o grupo possuía milhares de pontos de exploração de jogos ilegais, sendo 15 mil deles do jogo do bicho.
Entre os crimes identificados estão organização criminosa, lavagem de dinheiro e exploração de jogos ilegais.
De acordo com o delegado da PCPR Marcus Felipe da Rocha Rodrigues, o grupo criminoso movimentou mais de R$ 2 bilhões ao longo de quatro anos por meio de 522.753 operações financeiras.