Um homem de 54 anos ficou gravemente ferido em um acidente de trabalho registrado na manhã desta terça-feira, 6, em uma propriedade rural de Terra Rica, no noroeste do Paraná. A vítima operava um trator acoplado a um cortador de lenha quando foi atingida pelo equipamento.
As informações são do site GMC Online.
Segundo as informações apuradas, o trabalhador realizava o corte de lenha quando a roupa acabou sendo puxada pelo maquinário, fazendo com que ele fosse arrastado em direção à serra.
O acidente provocou uma grave lesão na região genital, além de ferimentos na perna, com comprometimento de músculos, pele e tecido subcutâneo. Há ainda suspeita de fratura exposta no membro inferior.
O homem recebeu os primeiros atendimentos no local por equipes de saúde do município e foi estabilizado no pronto atendimento de Terra Rica.
Em seguida, devido à gravidade e à complexidade das lesões, foi acionado o serviço aeromédico do Samu, que realizou o transporte até a Santa Casa de Maringá, referência para casos de alta complexidade.
De acordo com o médico Marcos Bitencourt, integrante da equipe do Samu Aéreo, o estado de saúde da vítima é estável e não há risco de morte.
“O principal risco inicial em acidentes como esse é o sangramento intenso, mas a equipe que fez o primeiro atendimento conseguiu controlar a hemorragia com curativo compressivo. Ele chega estável para avaliação especializada”, explicou.
Ainda segundo o médico, o paciente passará por avaliação das equipes de urologia, cirurgia geral e cirurgia plástica, devido à delicadeza e à extensão das lesões.
“São ferimentos que não fazem parte do cotidiano e exigem tratamento especializado, inclusive para tentativa de reconstrução da região genital”, afirmou.
O uso do transporte aeromédico foi fundamental para reduzir o tempo de deslocamento entre Terra Rica e Maringá, garantindo acesso rápido às especialidades médicas necessárias.
“Em regiões rurais e de difícil acesso, o aeromédico faz toda a diferença, principalmente quando existe o risco de complicações como infecção ou sangramento”, destacou Bitencourt.
