Nesta segunda-feira (8/112), a formação e intensificação de um sistema de baixa pressão sobre os países vizinhos dará origem a um ciclone extratropical, o que favorecerá o aumento das instabilidades atmosféricas sobre o Paraná.
Informe do Simepar prevê que ao longo do dia, a chuva deverá se espalhar por todas as regiões do estado, começando pelo oeste e seguindo em direção ao leste.
A partir da tarde, o potencial para tempestades aumenta, com fortes rajadas de vento, alta incidência de raios, chuvas intensas e, eventualmente, a queda de granizo pontual.
Na terça-feira, a chuva deve atingir todas as regiões do Paraná, com tempestades fortes que se distribuirão de maneira irregular pelo estado, avançando de sudoeste para nordeste. A baixa pressão evolui para um ciclone extratropical, que, apesar de afetar mais o Rio Grande do Sul, contribui para o processo de frontogênese (formação de frente fria).
E é este sistema frontal que deixa o tempo muito instável ao londo do dia no Paraná. Atenção para os acumulados de chuva e também para as rajadas de vento (em torno dos 70 km/h) que podem provocar alguns transtornos; além de se manter com possibilidade de queda de granizo e incidência de raios.
Ventania, tempestades e queda de temperatura no Sul e Sudeste
A formação do sistema entre 8 e 9 de dezembro acende alerta para transtornos como alagamentos, granizo e vento forte. Sul será a região mais afetada; efeitos chegam a SP, RJ, MG e parte do Centro-Oeste.
O sistema, descrito pela Climatempo como de forte intensidade, deve apresentar pressão atmosférica abaixo de 1.000 hPa - condição que costuma potencializar tempestades severas e rajadas acima de 100 km/h.
A partir de quarta (10), quando o ciclone já estará totalmente organizado e avançando para alto-mar na altura do litoral gaúcho, rajadas entre 90 km/h e 120 km/h podem atingir áreas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, sobretudo regiões serranas e litorâneas.
O sistema também deve impactar São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, embora o centro do ciclone não avance sobre essas regiões - ele se forma no Sul e se desloca para o oceano na costa gaúcha.
Onde o impacto será maior
Sul
É a região mais afetada.
Rio Grande do Sul: temporais já desde a madrugada de terça-feira, especialmente na Grande Porto Alegre. A quarta deve ser o dia mais crítico para ventania.
Santa Catarina: instabilidade forte entre 9 e 10 de dezembro, com risco elevado de chuva intensa e ventos muito fortes.
Paraná: terça-feira instável e rajadas mais frequentes na quarta.
Sudeste
Embora o ciclone não avance sobre a região, seus efeitos atingem:
São Paulo: aumento do vento já na terça e rajadas mais intensas na quarta-feira. Risco maior no litoral, Grande SP e Serra do Mar.
Rio de Janeiro: ventos fortes no centro-sul fluminense, incluindo Grande Rio e Serrana.
Minas Gerais: instabilidade no Sul de Minas, Zona da Mata, Triângulo e Grande BH.
O risco é menor que no Sul, mas a combinação de umidade, frente fria e ventania pode gerar temporais isolados.
Mato Grosso e Goiás também podem sentir aumento de instabilidade, mas com menor intensidade.
