BRASÍLIA - Portaria do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional publicada nesta segunda-feira reconhece situação de emergência em saúde pública no município de Dourados (MS), em razão de doenças infecciosas virais, incluindo diversos casos de infecção por chikungunya.
“Com o reconhecimento da situação de emergência em saúde, a prefeitura de Dourados poderá enfrentar de forma mais contundente o avanço da doença sobre os bairros e, também, ampliar as ações que já estão sendo realizadas na reserva indígena, em parceria com o governo federal e com o governo do estado”, informou a prefeitura.
Na última sexta-feira (27), o prefeito de Dourados, Marçal Filho, editou decreto declarando situação de emergência em áreas do município afetadas pela epidemia de chikungunya. “A medida visa dar maior autonomia à Defesa Civil de Dourados para atuar no combate à doença”.
Dados do boletim epidemiológico divulgado no dia 26 indicam, na área urbana: 1.455 casos prováveis; 785 casos confirmados; 900 casos em investigação; 39 internações.
Além disso, o boletim aponta que a Reserva Indígena de Dourados registrou: 1.168 casos prováveis; 629 casos confirmados; 539 casos em investigação; 7 internações; 428 casos com atendimento hospitalar e 5 óbitos por chikungunya.
DOENÇA - A chikungunya é uma arbovirose cujo agente etiológico é transmitido pela picada de fêmeas infectadas do gênero Aedes. No Brasil, até o momento, o vetor envolvido na transmissão é o Aedes aegypti, o mesmo transmissor da dengue.
As principais características clínicas da infecção são edema e dor articular incapacitante, mas também podem ocorrer manifestações extra articulares. Casos graves de chikungunya podem demandar internação hospitalar e evoluir para óbito.
Sintomas
Os principais sintomas da infecção pelo vírus Chikungunya, de acordo com o ministério, são:
Febre;
dores musculares;
dor de cabeça;
dores intensas nas articulações;
manchas vermelhas pelo corpo;
dor atrás dos olhos;
dor nas costas;
conjuntivite não purulenta;
náuseas e vômitos;
edema nas articulações (geralmente as mesmas afetadas pela dor intensa);
prurido (coceira) na pele, que pode ser generalizada, ou localizada apenas nas palmas das mãos e plantas dos pés;
diarreia e/ou dor abdominal (manifestações do trato gastrointestinal são mais presentes em crianças);
dor de garganta;
calafrios.
Fases
Segundo a pasta, a doença pode evoluir em três fases:
Febril ou aguda, com duração de cinco a 14 dias;
pós-aguda, com curso de 15 a 90 dias;
crônica, caso os sintomas persistam por mais de 90 dias. Em mais de 50% dos casos, a artralgia (dor nas articulações) torna-se crônica, podendo persistir por anos.
